Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012

esquecer

ouvi as músicas mais tristes, vi os filmes mais românticos e deixei de comer. nada disso adiantou. nenhuma música conseguia entender, nenhum texto fazia sentido, e os conselhos não fizeram muito. eu sabia que tinha levantar a cabeça, conhecer outras pessoas, deixar de beber tanto, seguir a minha vida… nada disso eu fiz. queria não ter chorado por ti, por quem não merece. gostava que não tivesses entrado na minha vida, e que naquele verão eu te tivesse esquecido facilmente, porém, esquecer-te foi doloroso. não foi nada fácil. acordava todos os dias com uma sensação de alma vazia. abrir os olhos e sentir as pálpebras pesadas pelo choro da noite anterior. ir para ao computador e esperar uma mensagem tua. achava eu, a cada manhã, que arrancavam um pedaço de mim. e arrancaram. tive que fazer um esforço desmedido em deixar de pensar em ti, encobrir as saudades que eu tinha do teu calor e felicidade, no entanto, mesmo que a pouco e pouco, tornava-se mais fácil. comecei a lavar a minha face, a gostar de outro tipo de música, a querer ler livros e a ver mais filmes. e enquanto sangravas dentro de mim, eu fazia o esforço de tentar a sarar a ferida. esquecer-te não foi nada fácil, não vou mentir, mas fazes parte do meu estúpido passado. e representas-te algo para mim: nunca mais serei tão tola. nunca gostaste realmente de mim, e eu de ti. obrigada pela lição querido, porque foste uma ilusão. amor, amor, é muito mais que aquilo que tivemos, aquilo que senti. então, agradeço.

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Mariella às 16:19
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