era o sinónimo perfeito de perfeição. com os seus cabelos ruivos fugazes, a sua pele ebúrnea e aqueles olhos com a mesma exactidão da cor do mar; o seu sorriso, a sua voz e desespero eram o alimento para a minha alma. misteriosa... dançava como caminhava. o meu desejo, a minha vida, o meu pecado. perguntei-lhe tanta vez o que não sabia fazer na perfeição, e ela com aquele ar doce de criançava respondia-me que não sabia voar.
quando saiu da adolescência mudou. tornou-se naquilo que sempre disse odiar: fria e nada lhe agradava; ingrata, egoísta, vivia para sustentar o seu ego. os olhos mais observadores que vislumbrei, e a sua pele exalava a pecado, todavia eu amei-a, assim podre. meu amor...